Blog Esplay

Noticias, Famosos, Musica, Cinema, TV, Curiosidades, Esporte, Ultimas Noticias

Amor ao Contrario, capitulo 14


Capitulo 14




Na casa, que por sinal é de Thales, Marina se sente cada vez mais desconfortável. Thales está no banho então ela tenta achar um meio de escapar. Todas as portas estão trancadas; ela então tenta forçar por alguma janela, mas Thales, esperto, trancara todas elas a cadeado. Marina então percebe que o único jeito de sair é passando pela estreita báscula do banheiro social, que dava num pequeno jardim. Ela então pega um banquinho e o coloca por cima do vaso sanitário. Se esforçando para não gritar com a dor na virilha, ela tenta se espremer pela pequena abertura. O que ela não sabe é que Thales saíra do banho e dera por falta dela. Ele vê os pés de Marina saindo pela báscula e sai correndo atrás dela. Marina cai por cima de um canteiro de flores, se sujando toda de terra. Ela sai em disparada para alcançar a estrada. A casa é, na verdade, um imenso sítio, e a única forma de sair de lá seria descendo uma perigosa e íngreme rampa de barro que, com as fortes chuvas, havia virado lama. Ela por um momento hesita, mas ao ver Thales vindo atrás dela, ela se bota a correr. Com o piso muito escorregadio, ela escorrega, e começa a rolar barranco a baixo, caindo desacordada aos pés da ladeira. Thales então pega um carro e desce. Ele a coloca no banco de trás e sai pela estrada.
Na delegacia, Henrique está terminando de organizar a busca. Lucas e Leônidas também estão lá. O rapaz está aflito. Enfim sai a ordem judicial e a polícia é autorizada a procurar Marina. Quatro policiais entram num carro, enquanto Henrique, Leônidas, Lucas e um outro policial vão noutro carro. Após a insistência de Augusta, eles concordam em deixá-la na igreja para só então irem à busca. Gustavo acaba tendo que ir junto, por não gostar de ficar sozinho. Eram quase 9 da manhã e Augusta está acabando de se arrumar quando o carro da polícia chega. Henrique, no volante começa a buzinar, pedindo que ela se apresse. Lucas, impaciente, grita:
Lucas: Vamos Augusta! Não podemos perder tempo!
Augusta: Calma. É melhor vocês todos se acalmarem. Ninguém pensa direito com o sangue fervendo desse jeito. Eu sei que é difícil numa hora dessas, mas é o melhor.
Leônidas: Ela tem razão, filho. É melhor você relaxar, esfriar a cabeça e raciocinar. É a sua noiva que está desaparecida, não é? Olha, quando a Sônia teve o infarto eu fiquei tão alterado que mais atrapalhava que ajudava. Nessas horas, é preciso ter frieza.
Lucas (chorando): Mas eu não sou assim! Não dá… não dá pra não ficar desesperado… Eu a amo demais pra continuar frio…
Leônidas (abraçando o filho): Calma, calma Lucas. Nós vamos encontrá-la.
Henrique: Gente, agora que eu me toquei: Será que a Isabela aonde ela está? – (ele saca o celular e começa a teclar. O telefone chama algumas vezes, até que por fim, Isabela atende) –Alô, Isabela?
Isabela: Oi Henrique, tudo bom com você, meu amoreco?
Henrique: Tudo, mas isso não vem ao caso. Você sabe da Marina?
Isabela: Não. Aliás, desde sexta-feira que eu falo com ela. Aconteceu alguma coisa?
Henrique: Espero que não. Ela despareceu. Aliás eu tô numa viatura agora. O Lucas tá desesperado. Tem certeza que você não sabe de nada?
Isabela: Claro que tenho. Não ia deixar vocês preocupados à toa. Se souber de algo, eu ligo, tá.
Henrique: Tá. Tchau. – (ele vira-se para os outros) – É pessoal, a Isabela também não sabe de nada.
Augusta: Então vamos. Cadê o Gustavo?
Gustavo (correndo): Cheguei, cheguei! – Ele entra batendo a porta do carro – Ufa! Quase que vocês vão sem mim…
Leônidas (brincando): E você acha que eu ia deixar que você ficasse pra trás?
Lucas (entrando na onda): Olha, que por mim… Não sei não…
Todos riem. Henrique então arranca em direção à igreja. Ele nota que o nível de combustível da viatura está baixo.
Henrique: Mais essa… a gasolina tá acabando. Parece que vamos que abastecer.
Augusta: Mas o preço tá caro, né?
Henrique: Fazer o quê? O carro precisa de combustível. O governo diz que é por causa da entressafra da cana, mas todo ano aumenta e depois não volta pro preço normal! Aí a gente vira “refém”.
Leônidas: Mas não tem um posto na frente da igreja?
Augusta: Verdade. O padre até brigou por causa da lojinha de conveniência. Muitos caminhoneiros ficavam bebendo e berrando na hora da missa… Agora eles fecharam a loja.
Henrique: É, pelo menos economizamos uma parada…
O que eles não sabem é que Thales, também sem gasolina, está a caminho do mesmo posto, com Marina desmaiada no banco traseiro. Ele planeja viajar até o Paraná, onde se estabeleceria em Curitiba. Ele chega primeiro ao posto, e já está abastecendo quando avista a viatura de Henrique se aproximando. Ele sente um calafrio, mas consegue se controlar. O a viatura para bem atrás dele.
Augusta: Bom, tchau pra vocês e boa sorte.
Lucas: Vai Augusta. Não se esquece de orar pela gente.
Augusta: Claro que vou. Tomara que ainda hoje a Marina esteja sã e salva lá em casa.
Lucas: Tomara. Tchau!
Augusta e Gustavo atravessam a rua e adentram a igreja. Faltavam 5 minutos para a missa começar, então Augusta fica conversando com algumas pessoas, enquanto Gustavo vai para a sala onde ficavam as crianças. No posto, Thales acaba de abastecer e passa a bomba de gasolina para Henrique. Ele, disfarçando, pergunta.
Thales: Aconteceu alguma coisa policial?
Henrique: Minha cunhada foi seqüestrada na sexta. Meu irmão tá aflito. Quase não dormiu essa noite.
Thales: Que pena. Boa sorte a vocês. Vem cá, eu moro numa chácara no caminho pra Petrópolis e eu reparei numa movimentação estranha esses dias. Carros que eu nunca tinha visto antes andaram por lá. Achei um pouco suspeito…
Henrique: Sério? Obrigado. Essa informação pode ser importantíssima pra esse caso. Qual é o seu nome?
Thales: É Thales. Thales Araújo Souza.
Henrique: Bom, Thales, obrigado pela ajuda. É muito importante que os cidadãos colaborem com o polícia.
Thales: Quê isso, não foi nada.
Henrique: Do mesmo jeito, obrigado. Boa viagem!
Thales então sai do posto e ruma em direção à rodovia. Pouco depois, Augusta sai correndo da igreja, com uma moça ao seu lado.
Augusta: Essa moça viu a Marina!
Os olhos de todos se voltam para a moça magra, aparentando 30 anos. Ela respira e começa a falar.
Mulher: Eu vi essa Marina na sexta-feira. Eu trabalho no hotel Piazo, no centro da cidade. Ela se hospedou nesse hotel de sexta pra sábado.
Lucas: E você sabe se alguma coisa aconteceu?
Mulher: Bom, ela estava no mesmo quarto de um garoto de 20 anos, apesar de eu achar que ele tinha no máximo 16. Os dois fizeram o check-out no sábado de manhã. Na verdade, eu estranhei, porque ela estava dormindo. Tive que chamar um funcionário para levá-la até o carro.
Lucas: E você se lembra o nome desse rapaz?
Mulher: Era Thales… Thales Araújo… alguma coisa
Henrique (num estalo): De Souza?
Mulher: Isso! Rodrigues de Souza.
Henrique silencia num instante, enquanto vê o carro de Thales sumindo pela estrada.
Henrique: É aquele cara! – Aponta para o carro – Atrás dele!  

Fiquem ligados no próximo capítulo de Amor ao Contrario amanha as 15h00 da tarde no horário de brasília aqui no Esplay

Clique aqui e veja todos os capítulos da web novela Amor ao Contrario já exibidos

Anúncios

Seu comentário não sera moderado nem excluído e não tem nem um código de verificação pra você colocar é um meio que o Esplay tem para saber sua opinião então facilitamos o máximo possível

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: